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Tratamento da queda de cabeloqual a opção certa para si?

O tratamento da queda de cabelo depende da causa. Saiba como devem ser avaliadas a rarefação progressiva, a queda súbita, a alopecia areata e os sintomas do couro cabeludo.

Pablo RamosAtualizado em 12 min
Desde 1989 — Espanha

Resposta breve: o tratamento adequado para a queda de cabelo depende do motivo pelo qual o cabelo está a cair. A alopecia androgenética, a queda temporária, a alopecia areata, a alopecia de tração, as doenças do couro cabeludo e a quebra da fibra são problemas diferentes e não respondem à mesma abordagem. O primeiro passo é, por isso, identificar o padrão e a causa provável antes de escolher um produto, um procedimento ou um medicamento.

Alguns tipos de queda de cabelo podem melhorar assim que um fator desencadeante temporário desaparece. Outros exigem tratamento continuado, e as situações inflamatórias ou cicatriciais necessitam de atenção médica rápida. Nenhum tratamento resulta em todas as pessoas, e o cuidado cosmético não substitui o diagnóstico nem o tratamento médico quando existe uma doença envolvida.

Porque não existe um único tratamento para a queda de cabelo

«Queda de cabelo» é um termo abrangente. Duas pessoas podem notar menos cabelos ou um risco mais largo e ter processos completamente diferentes a decorrer ao nível do folículo. Entre as causas possíveis contam-se a genética, as influências hormonais, as doenças autoimunes, episódios de doença, a medicação, o parto, as carências nutricionais, o stress psicológico ou físico, a tensão repetida e as afeções inflamatórias do couro cabeludo.

Um tratamento adequado para uma rarefação hereditária pode ser desnecessário numa queda temporária e inadequado numa afeção inflamatória do couro cabeludo. É por isso que um tratamento eficaz da queda de cabelo começa por compreender a causa, a duração do problema e se os folículos continuam capazes de produzir fibras saudáveis.

Se ainda está a familiarizar-se com a terminologia básica, o nosso guia sobre o que deve saber sobre a queda de cabelo explica a diferença entre queda normal, rarefação visível e alopecia.

É queda, rarefação ou quebra?

Antes de pensar em tratamento, é útil distinguir três alterações que se confundem com frequência:

  • O aumento da queda significa que estão a sair do couro cabeludo mais cabelos inteiros do que é habitual. Pode surgir de forma súbita e afetar todo o couro cabeludo.
  • A rarefação progressiva significa que a densidade diminui gradualmente, muitas vezes junto ao risco, nas entradas, na linha frontal ou na coroa.
  • A quebra capilar ocorre ao longo da fibra visível. Pode produzir fragmentos mais curtos e comprimentos irregulares sem que o cabelo se perca a partir do folículo.

Estas alterações também podem ocorrer em conjunto. Por exemplo, uma queda temporária pode tornar visível uma alopecia androgenética até aí subtil, enquanto os danos químicos ou térmicos podem fazer com que uma rarefação já existente pareça mais marcada.

Causas comuns e diferenças no tratamento

Queda de cabelo de padrão androgenético

A alopecia androgenética, também designada calvície de padrão masculino ou feminino, desenvolve-se habitualmente de forma gradual. É influenciada pela genética e pelas hormonas e pode provocar uma miniaturização progressiva do folículo, o que significa que os cabelos sucessivos se tornam mais finos e mais curtos.

Consoante a pessoa, um dermatologista pode abordar tratamentos com base em evidência, como o minoxidil tópico ou medicamentos sujeitos a receita médica. A adequação depende de fatores como a idade, o sexo, o estado geral de saúde, os planos de gravidez, outra medicação e a regulamentação do país onde o tratamento é obtido. Estes tratamentos não resultam em todas as pessoas e necessitam, em geral, de utilização continuada para manter o benefício.

Eflúvio telógeno e queda temporária

O eflúvio telógeno é um aumento difuso da queda que começa muitas vezes alguns meses depois de um fator desencadeante, como uma doença, uma cirurgia, o parto, um stress psicológico importante, uma perda de peso significativa, uma carência nutricional ou uma alteração da medicação.

A abordagem centra-se normalmente em identificar e resolver o fator desencadeante, sempre que possível. O eflúvio telógeno agudo melhora com frequência ao longo do tempo, mas a recuperação do volume anterior pode demorar vários meses, porque o cabelo cresce lentamente. Uma queda que persista durante mais de seis meses, que regresse repetidamente ou que ocorra sem um fator desencadeante evidente deve ser avaliada por um médico.

Não interrompa a medicação prescrita por suspeitar que está a contribuir para a queda. Fale sobre o assunto com o profissional que a prescreveu.

Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença autoimune que produz com frequência áreas de queda súbitas, lisas, redondas ou ovais. Pode também afetar as sobrancelhas, as pestanas ou outros pelos do corpo.

Esta situação exige avaliação médica. Consoante a extensão, a duração e a localização, e ainda a idade e o estado de saúde da pessoa, um dermatologista pode ponderar corticosteroides ou outros tratamentos dirigidos ao sistema imunitário. As formas mais extensas podem exigir tratamento sistémico especializado. Os produtos cosméticos não tratam o processo autoimune.

Alopecia de tração e cabelo danificado

A tensão repetida de tranças apertadas, extensões, rabos de cavalo ou outros penteados que puxam o cabelo pode danificar os folículos. Retirar a tensão precocemente pode permitir a recuperação, mas uma tração prolongada pode causar uma perda permanente se surgir cicatrização.

O calor, a descoloração, os alisamentos químicos e o manuseamento agressivo também podem enfraquecer a haste capilar e provocar quebra. Nesta situação, um penteado mais suave, o uso de amaciador e a remoção das pontas muito danificadas podem melhorar a retenção e o aspeto do cabelo. Cortar não altera o crescimento folicular; o nosso guia explica o que cortar o cabelo faz realmente.

Queda de cabelo inflamatória e cicatricial

Uma queda de cabelo acompanhada de dor, ardor, comichão intensa, vermelhidão, descamação abundante, pústulas, crostas ou áreas lisas e brilhantes pode indicar infeção, inflamação ou uma alopecia cicatricial. Estas situações devem ser avaliadas rapidamente por um dermatologista, porque pode ocorrer uma lesão folicular permanente.

Como deve ser avaliada a queda de cabelo

Uma avaliação correta começa pela história do problema e não por uma recomendação de produto. Entre a informação relevante inclui-se:

  • quando começou a alteração e se foi súbita ou gradual
  • se a queda é difusa, com um padrão definido ou em placas
  • doença, cirurgia, parto, stress ou variação de peso recentes
  • medicação e suplementos utilizados
  • restrições alimentares ou possíveis carências
  • antecedentes familiares de queda de cabelo
  • sintomas do couro cabeludo e hábitos de cuidado do cabelo

O couro cabeludo e o cabelo devem depois ser examinados. O profissional pode realizar uma prova de tração e uma tricoscopia, que amplia o couro cabeludo, os óstios foliculares e as hastes capilares. A tricoscopia pode revelar padrões úteis, mas os seus achados têm de ser interpretados em conjunto com a história e o exame clínico.

Um tricograma pode, por vezes, dar informação adicional sobre a proporção e o aspeto dos cabelos nas diferentes fases de crescimento. Não é necessário em todos os casos e não substitui um diagnóstico médico. Saiba mais no nosso guia sobre tricograma e tricoscopia.

As análises ao sangue não são automaticamente necessárias em todas as pessoas com queda de cabelo. O médico pode pedir exames dirigidos quando a história ou o exame sugerem carência de ferro, disfunção da tiroide, desequilíbrio nutricional, fatores hormonais ou outra condição médica. Pode ser ocasionalmente necessária uma biópsia do couro cabeludo quando o diagnóstico permanece incerto ou há suspeita de alopecia cicatricial.

Opções de tratamento para a queda de cabelo

Tratamentos médicos

O tratamento médico tem de corresponder ao diagnóstico. Entre as opções que um dermatologista pode ponderar estão a medicação tópica ou oral para a alopecia androgenética, o tratamento com corticosteroides ou dirigido ao sistema imunitário na alopecia areata, o tratamento antifúngico numa infeção fúngica ou o tratamento anti-inflamatório em determinadas doenças do couro cabeludo.

Procedimentos como o transplante capilar podem ser adequados para algumas pessoas com alopecia androgenética estabilizada e uma área dadora suficiente. Não são uma solução universal e só devem ser considerados depois de avaliados o diagnóstico, a progressão esperada e a adequação do ponto de vista médico.

Todos os medicamentos e procedimentos têm limitações, possíveis efeitos adversos e contraindicações. O tratamento deve, por isso, ser escolhido com um profissional de saúde devidamente qualificado e não copiado da rotina de outra pessoa.

Cuidado tricológico e cosmético do couro cabeludo

O cuidado cosmético pode apoiar a higiene e o conforto do couro cabeludo, a condição da fibra e o aspeto de um cabelo mais denso e de aparência mais forte. Uma rotina adequada pode ajudar a controlar o excesso de oleosidade, a descamação visível, a secura ou a quebra e pode complementar um plano orientado clinicamente.

No entanto, os champôs, as loções e os séruns cosméticos não diagnosticam nem tratam doenças autoimunes, perturbações hormonais, infeções ou alopecias cicatriciais. Não devem ser apresentados como substitutos do acompanhamento médico.

Pode explorar a gama para a queda de cabelo e o cuidado do couro cabeludo da SIMONE TRICHOLOGY como cuidado cosmético de apoio, depois de devidamente consideradas as necessidades do couro cabeludo e do cabelo.

Alimentação e suplementos

Uma alimentação equilibrada, com proteína, energia, vitaminas e minerais suficientes, apoia a produção normal de cabelo. Quando é identificada uma carência real, corrigi-la pode constituir uma parte importante do plano de tratamento.

Tomar ferro, zinco, biotina ou outros suplementos em doses elevadas sem evidência de carência não é um atalho para o crescimento do cabelo e pode ser desnecessário ou prejudicial. Os suplementos podem ainda interferir com a medicação ou com as análises laboratoriais. Pergunte a um profissional de saúde se, no seu caso, é adequado fazer análises ou tomar suplementos.

Quanto tempo demora a fazer efeito um tratamento para a queda de cabelo?

O cabelo responde lentamente porque os folículos funcionam por ciclos. Mesmo quando a causa correta foi identificada e abordada, a melhoria visível demora normalmente meses e não dias ou semanas.

O primeiro sinal útil pode ser a redução da queda ou a estabilização, e não uma repilação imediata. Fotografias tiradas com a mesma iluminação, o mesmo ângulo e o mesmo penteado permitem uma comparação mais fiável do que olhar para o espelho todos os dias.

Os resultados dependem do diagnóstico, do tempo de evolução da situação, do grau de lesão folicular, da constância de utilização e da resposta individual. Nenhum profissional responsável deve garantir uma repilação completa.

Quando deve consultar um médico ou um dermatologista?

Marque uma avaliação médica se notar:

  • queda de cabelo súbita ou de progressão rápida
  • uma ou mais áreas sem cabelo bem delimitadas
  • perda de sobrancelhas, de pestanas ou de pelos do corpo
  • dor, ardor, feridas, pústulas, crostas ou hemorragia
  • vermelhidão marcada, descamação ou comichão persistente
  • áreas lisas ou brilhantes onde os óstios foliculares parecem ausentes
  • queda de cabelo numa criança
  • queda acompanhada de cansaço, variação de peso inexplicada ou outros sintomas
  • queda de cabelo que está a afetar o seu bem-estar emocional

A avaliação precoce é especialmente importante quando há suspeita de inflamação ou de cicatrização, porque os folículos perdidos podem não ser recuperáveis depois de instalada uma lesão permanente.

Perguntas frequentes sobre o tratamento da queda de cabelo

Qual é o melhor tratamento para a queda de cabelo?

Não existe um único melhor tratamento. A opção adequada depende de o problema ser uma alopecia androgenética, uma queda temporária, uma alopecia areata, uma tração, uma quebra ou outra afeção do couro cabeludo. O diagnóstico vem antes do tratamento.

O cabelo perdido pode voltar a crescer?

Depende da causa e de os folículos se manterem ativos. A queda temporária melhora frequentemente depois de resolvido o fator desencadeante, enquanto a alopecia androgenética exige habitualmente um acompanhamento continuado. A queda de cabelo causada por cicatrização permanente pode não voltar a crescer.

Devo começar a usar minoxidil sem avaliação?

O minoxidil é uma opção com base em evidência para algumas formas de queda de cabelo, mas não é adequado para todas as causas nem para todas as pessoas. Um farmacêutico, um médico ou um dermatologista podem indicar se é adequado e explicar a utilização correta, as limitações e os possíveis efeitos adversos.

O champô pode fazer parar a queda de cabelo?

Um champô pode limpar o couro cabeludo e ajudar a gerir questões cosméticas como a oleosidade, a descamação ou a condição da fibra. Por si só, não trata a queda de cabelo hereditária, autoimune, hormonal nem cicatricial.

Quando deve o tratamento ser reavaliado?

O calendário de reavaliação depende do diagnóstico e do tratamento. Como a alteração visível demora tempo, a evolução é habitualmente avaliada ao longo de vários meses, com base nos sintomas, no exame e em fotografias comparáveis, e não apenas na queda do dia a dia.

Comece por uma avaliação e não por um produto ao acaso

Se não tem a certeza de estar perante um aumento da queda, uma rarefação progressiva ou uma quebra, a nossa Hair Clinic online gratuita oferece uma avaliação tricológica e cosmética preliminar, a partir das suas respostas e fotografias. Um especialista pode ajudar a compreender as necessidades de cuidado do seu cabelo e do seu couro cabeludo e indicar quando é aconselhável uma avaliação médica.

A Hair Clinic online não fornece um diagnóstico médico nem prescreve medicação. Uma queda de cabelo súbita, em placas, dolorosa, inflamatória ou preocupante por qualquer outro motivo deve ser avaliada por um médico ou por um dermatologista.

Fontes e leitura complementar

Os produtos SIMONE TRICHOLOGY são produtos cosméticos ao abrigo do Regulamento (CE) n.º 1223/2009. Não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Este artigo tem fins educativos e não substitui o aconselhamento médico individual.

Escrito e revisto por

Pablo Ramos

Fundador e CEO da TRICHOMEDIC LABS, S.L.U. e tricologista principal por detrás da SIMONE TRICHOLOGY, com mais de 37 anos de experiência profissional na saúde do cabelo e do couro cabeludo. Formado na International Academy of Trichology e na Società Italiana di Tricologia.

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